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Nessa segunda-feira (01.6), a Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra um homem de 31 anos, investigado pelos crimes de stalking e violência psicológica contra uma jovem e diversos integrantes de sua família. A ação ocorreu em Barra do Garças e deu apoio à Operação Conduta Obsessiva, coordenada pela Polícia Civil de Goiás.
As ordens judiciais foram expedidas pela Comarca de Goiânia (GO) após investigação conduzida pelo Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) e executadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças.
De acordo com as investigações, a perseguição teria começado em 2021, quando a vítima principal ainda era adolescente. Desde então, o investigado teria adotado uma conduta insistente e invasiva, marcada pelo envio de presentes não solicitados, mensagens frequentes, declarações amorosas sem reciprocidade e constantes tentativas de aproximação.
Com o passar do tempo, o comportamento teria se estendido para outros membros da família da vítima. Segundo a apuração policial, o suspeito passou a localizar números de telefone, perfis em redes sociais e outras informações pessoais dos familiares, ampliando os contatos por meio de mensagens, áudios, fotografias e novos envios de presentes.
A investigação identificou um padrão contínuo de perseguição ao longo de aproximadamente quatro anos, período em que as vítimas relataram sensação crescente de insegurança, invasão de privacidade e medo diante da insistência do investigado e da escalada de suas condutas.
Ainda conforme a Polícia Civil, o homem já responde a um processo criminal por tentativa de homicídio.
Na segunda-feira, o suspeito compareceu espontaneamente à Derf de Barra do Garças, acompanhado de um familiar, para prestar depoimento ao delegado responsável pela investigação em Goiás. O interrogatório foi realizado por videoconferência.
Após o encerramento da oitiva, ele foi informado sobre a existência dos mandados judiciais expedidos em seu desfavor. Em seguida, os policiais civis deram cumprimento às ordens, efetuando a prisão preventiva e a busca e apreensão.
Concluídos os procedimentos legais e administrativos, o investigado permaneceu detido e segue à disposição do Poder Judiciário.
Segundo a Polícia Civil, o nome da operação, Conduta Obsessiva, faz referência ao comportamento atribuído ao investigado, caracterizado por perseguição persistente, monitoramento indevido da rotina das vítimas e tentativas contínuas de aproximação, mesmo sem qualquer vínculo ou reciprocidade.
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