Nesta quinta-feira (17), a rede de urgência e emergência de Cuiabá conta diariamente com 64 médicos distribuídos pelas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. A estrutura funciona 24 horas e inclui profissionais para atendimento clínico, emergência e reforço nos horários de maior procura.
As UPAs estão localizadas nas regiões Norte (Morada do Ouro), Leste (Leblon), Sul (Pascoal Ramos) e Oeste (Verdão).
Em cada unidade, a escala prevê quatro clínicos gerais durante o dia e quatro à noite, além de dois médicos clínicos infantis em cada período. O box de emergência conta ainda com um médico emergencista durante o dia e outro à noite.
Entre 13h e 19h, cada UPA recebe mais dois médicos adultos de reforço, período considerado estratégico diante do volume de pacientes. Os médicos visitadores das enfermarias não entram na contabilização.
Com isso, cada unidade dispõe de nove médicos durante o dia e sete no período noturno, totalizando 16 profissionais ao longo das 24 horas. Nas quatro UPAs, são 64 médicos disponibilizados diariamente para o atendimento direto.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as unidades registram, em média, entre 380 e 420 atendimentos por dia. A situação é ainda mais intensa na UPA Leblon, que chega a registrar cerca de 550 pacientes em determinados dias.
Para enfrentar a alta demanda, a unidade passou a utilizar, desde fevereiro, o Fast Track, sistema que cria um fluxo específico para pacientes com quadros de menor complexidade.
“Temos uma demanda muito expressiva na rede de urgência e, por isso, trabalhamos para organizar o atendimento de acordo com a gravidade de cada paciente”, explicou o secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça.
A estratégia permite que casos leves sejam avaliados com maior rapidez, enquanto pacientes em situações de urgência ou emergência continuam recebendo prioridade conforme a gravidade.
Classificação de risco
Nas UPAs, o atendimento não segue necessariamente a ordem de chegada. Os pacientes passam pela classificação de risco, que define a prioridade de acordo com o quadro clínico.
A classificação vermelha corresponde a situações de emergência e atendimento imediato. A laranja identifica casos muito urgentes, enquanto a amarela é destinada aos pacientes em situação urgente. A verde representa quadros de menor gravidade e a azul, casos não urgentes.
Também existe a classificação roxa, utilizada para identificar pacientes que possuem direito legal à prioridade, condição que é considerada junto com a avaliação clínica realizada pelos profissionais.
No Fast Track do Leblon, pacientes com quadros leves seguem por um fluxo diferenciado. Depois da consulta, o médico pode orientar a continuidade do tratamento na Unidade de Saúde da Família (USF) de referência, aproximando o atendimento da UPA com a Atenção Básica.
Segundo a SMS, a organização busca dar mais fluidez ao atendimento nas unidades, principalmente diante do elevado número de pacientes registrados no Leblon, sem retirar a prioridade de quem chega em condições clínicas mais graves.
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