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Vacinação contra dengue com imunizante do Butantan é suspensa temporariamente em Mato Grosso

Vacinação contra dengue com imunizante do Butantan é suspensa temporariamente em Mato Grosso

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Nesta quarta-feira (10), a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) informou que a vacinação contra a dengue com o imunizante Butantan-DV foi temporariamente interrompida em todo o Estado, seguindo determinação do Ministério da Saúde adotada em âmbito nacional.

A suspensão ocorreu de forma preventiva após o registro de 42 casos com sinais de alerta entre pessoas vacinadas, incluindo sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Desses registros, três foram classificados como graves, sendo que dois evoluíram para óbito e ainda estão sob investigação. Até o momento, não existe comprovação de relação direta entre os casos e a vacina.

Mato Grosso recebeu 18.920 doses do imunizante produzido pelo Instituto Butantan, destinadas exclusivamente aos profissionais da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS), como médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Segundo dados da SES-MT, até a última sexta-feira (5), 7.984 pessoas já haviam sido imunizadas com a vacina no Estado.

A secretária adjunta de Atenção e Vigilância à Saúde, Alessandra Moraes, orientou os profissionais vacinados a observarem atentamente possíveis sintomas nos 21 dias seguintes à aplicação da dose.

Entre os sinais de alerta estão febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, desidratação e falta de ar. Caso algum desses sintomas seja identificado, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

O superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Marcos Roberto Arcanjo Dias, explicou que as unidades de saúde devem registrar informações detalhadas dos casos suspeitos, incluindo data da vacinação, início dos sintomas, lote da vacina, município de aplicação, histórico clínico e evolução do quadro.

Ele ressaltou ainda que a investigação dos chamados Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI) ocorre paralelamente ao atendimento médico, sem comprometer o cuidado imediato ao paciente.

Apesar da suspensão temporária da estratégia, a SES informou que as doses já distribuídas aos municípios não serão recolhidas nem descartadas. Os imunizantes permanecerão armazenados na rede de frio estadual e municipal, seguindo as condições adequadas de conservação até nova orientação do Ministério da Saúde.

A secretaria também mantém o monitoramento dos registros por meio do sistema e-SUS Notifica, além de orientar os municípios sobre os procedimentos de investigação e acompanhamento dos casos.

Qdenga continua disponível

A SES destacou que a vacina Qdenga, produzida por um laboratório japonês, continua sendo aplicada normalmente na rede pública de saúde para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, seguindo o esquema de duas doses.

De acordo com a pasta, essa faixa etária apresenta índices elevados de hospitalização por dengue nos últimos anos, tornando a imunização fundamental para reduzir casos graves da doença.

Prevenção continua sendo fundamental

Além da vacinação, a Secretaria reforça que o combate à dengue depende principalmente da eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Entre as principais medidas preventivas estão:

  • Manter caixas d’água tampadas;
  • Eliminar recipientes que acumulem água;
  • Descartar corretamente o lixo;
  • Limpar calhas regularmente;
  • Evitar o acúmulo de sucatas e entulhos;
  • Utilizar repelentes e inseticidas quando necessário.

A população também deve ficar atenta aos sintomas da doença, que incluem febre alta, dores musculares intensas, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Em casos mais graves, a dengue pode evoluir para complicações severas e até provocar óbito.

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