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A Prefeitura de Cuiabá inicia nesta segunda-feira (23) a implantação do atendimento Fast Track na Unidade de Pronto Atendimento Leblon, localizada na região Leste da capital. A medida coloca o município entre as primeiras capitais do país a adotar o modelo na rede pública municipal.
O termo em inglês significa “via rápida” e, na área da saúde, define um fluxo diferenciado criado para tornar o atendimento mais ágil e organizado. A proposta é acelerar os casos de menor gravidade, permitindo que situações simples sejam resolvidas rapidamente, enquanto urgências e emergências seguem como prioridade.
Como funciona o novo fluxo
O atendimento seguirá um Procedimento Operacional Padrão (POP). O processo começa na recepção, com abertura de ficha, seguido da classificação de risco realizada pelo enfermeiro.
Pacientes elegíveis são encaminhados para a sala Fast Track, onde passam por avaliação médica. Se não houver necessidade de exames ou observação, o atendimento é concluído no próprio setor, com medicação, orientações e alta.
Quando há necessidade de exames complementares ou medicação endovenosa, o paciente é direcionado ao fluxo regular da unidade.
Após o atendimento, o médico poderá emitir um documento com orientações clínicas para que o paciente apresente na sua Unidade de Saúde da Família (USF) de referência, fortalecendo a continuidade do cuidado na Atenção Básica.
Integração com a rede básica
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que as Unidades de Saúde da Família continuam sendo a principal porta de entrada para atendimentos de rotina, como dores de cabeça, resfriados, acompanhamento de pressão arterial e diabetes, vacinação, pré-natal e acompanhamento infantil.
A proposta é organizar o fluxo nas UPAs e incentivar que demandas simples sejam resolvidas na Atenção Básica, evitando sobrecarga nos serviços de urgência.
Estrutura e equipe
A sala Fast Track conta com consultório exclusivo, equipado com maca, mesa de atendimento, cadeiras, armário de medicações, poltrona e espaço para administração de medicamentos.
A atuação envolve equipe integrada:
- Enfermeiro: acolhimento, classificação e orientações;
- Médico: avaliação clínica, prescrição e definição do tratamento;
- Técnico de enfermagem: administração de medicamentos e acompanhamento.
Todos os atendimentos são registrados em prontuário eletrônico, garantindo comunicação entre as equipes e continuidade da assistência.
Inicialmente, o modelo será adotado apenas na UPA Leblon. A Secretaria Municipal de Saúde acompanhará os resultados e poderá expandir a estratégia para outras unidades da capital.
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