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AgSUS divulga classificação final de seletivo para atuar na saúde indígena do Xingu

Na sexta-feira (04), a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) divulgou o resultado final do processo seletivo simplificado destinado à contratação de profissionais para o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Xingu, no nordeste de Mato Grosso.

Ao todo, 41 candidatos foram aprovados para 20 vagas disponíveis. Conforme a classificação, parte dos selecionados será convocada para exames médicos admissionais, enquanto os demais permanecerão no Cadastro de Reserva, podendo ser chamados conforme o surgimento de novas oportunidades.

A relação completa dos candidatos, com nomes e respectivas pontuações, foi disponibilizada pela AgSUS em seu portal.

A seleção contemplou oportunidades para profissionais com níveis superior, médio, técnico e fundamental, com salários que podem chegar a R$ 12.903. Além do preenchimento imediato das vagas, o processo também prevê a formação de cadastro de reserva.

A iniciativa foi realizada a partir de uma demanda da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde, e buscou priorizar candidatos com experiência no Sistema Único de Saúde (SUS), na saúde indígena e em atividades desenvolvidas em contextos interculturais.

O processo também estabeleceu reservas de vagas para pessoas pretas e pardas (25%), indígenas (3%), quilombolas (2%) e pessoas com deficiência (5%). A classificação foi apresentada ainda de forma separada para esses grupos.

A pontuação final dos candidatos foi calculada a partir de duas fases. Na primeira, foram analisados documentos e títulos, etapa que poderia somar até 30 pontos. Já a segunda consistiu em entrevista individual, com pontuação máxima de 20 pontos.

Durante a análise documental, foram considerados aspectos como componente étnico, formação acadêmica, cursos de aperfeiçoamento e experiência profissional.

As entrevistas avaliaram diferentes competências necessárias para a atuação na saúde indígena. Entre elas estavam conhecimentos técnicos, capacidade de atuação intercultural, habilidades comportamentais e respostas diante de situações práticas.

Também foram considerados conhecimentos relacionados ao Controle Social, legislação do SUS, SasiSUS, PNASPI, Atenção Primária, direitos humanos, direito à saúde e gestão pública.

Outro ponto avaliado foi a capacidade de trabalhar respeitando as particularidades culturais dos povos indígenas, incluindo seus modos de vida, idiomas e relação com o território. A comunicação também teve peso, com análise de aspectos como clareza, empatia, fluência e escuta ativa.

Criada por lei pelo Governo Federal em 2023, a AgSUS é um serviço social autônomo, sem fins lucrativos, que atua no apoio ao Ministério da Saúde, principalmente em ações de provimento, formação e fixação de profissionais em regiões com maior vulnerabilidade e carência de atendimento.

A agência também é responsável pela força de trabalho dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) existentes no país, além das Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) de São Paulo e Brasília.

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