Na terça-feira (13), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), confirmou que o Legislativo estadual iniciou os estudos para a realização de um novo concurso público, com previsão de conclusão dos preparativos até o final de 2027. O parlamentar afirmou que a abertura do certame foi adiada devido a pendências judiciais envolvendo servidores da instituição.
Durante entrevista à Rádio Centro América FM, Max explicou que as disputas judiciais sobre a permanência de funcionários impediam o avanço do processo seletivo. Segundo ele, a situação precisava ser resolvida antes que a Assembleia pudesse organizar novas contratações.
“É uma necessidade da Assembleia, nós não tínhamos a capacidade de fazer antes, porque nós tínhamos algumas pendências judiciais. Então, enquanto tinham essas disputas, se o servidor fica, ou não fica, não tinha como fazer (o concurso)”, explicou.
O setor de Recursos Humanos (RH) já iniciou um levantamento para identificar as áreas que precisam de reforço no quadro de pessoal. A partir desse diagnóstico, serão definidos os próximos passos para viabilizar o concurso, incluindo a conclusão dos estudos e a contratação de uma empresa especializada na organização do processo seletivo.
Max Russi ressaltou que a realização do certame deverá acontecer independentemente de quem estiver à frente da presidência da Assembleia no próximo biênio. Embora tenha manifestado o desejo de continuar no comando da Casa, ele afirmou que a necessidade de novas contratações tornou o concurso inevitável.
“Espero ser reconduzido para a presidência, mas se não for, o próximo presidente terá que fazer porque é um caminho sem volta. Vai ter o concurso público sim, vamos organizar”, declarou.
Sobre o cronograma, o deputado ponderou que o concurso pode não avançar logo nos primeiros meses de 2027, já que ainda existem etapas administrativas a cumprir. A expectativa, porém, é que os procedimentos sejam encaminhados ao longo do ano.
“Talvez não no início do ano (2027), pois estamos fazendo esse estudo, tem que contratar uma empresa, tem todo um trâmite ainda que demora um pouco, mas acredito que até o final do ano. Nesses próximos dois anos, o próximo presidente terá que fazer”, concluiu.
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