![]()
Na próxima terça-feira (26), será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri de Paranatinga Djavanderson de Oliveira de Araújo, acusado de matar a ex-namorada Juliana Valdivino da Silva após atear fogo nela em setembro de 2024.
A sessão está marcada para começar às 8h, no Fórum da comarca, e contará com atuação da promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonca Siscar, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Paranatinga.
Inicialmente, o júri estava previsto para ocorrer em 21 de maio, mas foi remarcado após pedido da defesa do réu. A Justiça acolheu parecer do Ministério Público de Mato Grosso e redesignou a sessão para a próxima semana.
Crime ocorreu após separação do casal
Conforme a denúncia do Ministério Público, o acusado teria jogado álcool sobre Juliana e ateado fogo após uma discussão entre os dois.
A vítima sofreu queimaduras graves de 2º e 3º grau em aproximadamente 90% do corpo, sendo encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá, onde permaneceu internada em estado gravíssimo. Dias depois, ela não resistiu aos ferimentos.
Segundo o MPMT, o crime foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar, motivado pela inconformidade do acusado com o término do relacionamento. O casal havia convivido por cerca de três anos e estava separado havia aproximadamente três meses.
Vítima pediu socorro à mãe
As investigações apontam que Juliana morava no alojamento do frigorífico onde trabalhava e, no dia do crime, foi até a antiga residência do casal para buscar pertences pessoais.
No local, ela teria sido impedida de sair pelo acusado, que alegava querer conversar. Com medo, a vítima enviou mensagens para a mãe informando o endereço e pedindo ajuda. Ela só conseguiu deixar a residência após intervenção da família.
Horas depois, conforme a denúncia, o acusado teria premeditado o ataque. Ele foi até um posto de combustível da cidade, comprou etanol e, posteriormente, atraiu novamente a vítima alegando ter sofrido um acidente e precisar de ajuda.
Quando Juliana retornou ao imóvel, houve uma nova discussão e o investigado teria lançado combustível sobre ela antes de provocar o incêndio.
Réu também responde por perseguição
Além da acusação de feminicídio, Djavanderson também responde por perseguição e violência psicológica.
De acordo com o Ministério Público, ele monitorava a vítima por meio da clonagem do celular, acessando mensagens e localização, além de exercer controle emocional com ameaças e restrições à liberdade dela.
O acusado está preso preventivamente desde setembro de 2024 no Centro de Custódia de Cuiabá.
Share this content:



Publicar comentário