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Administradores de página são acusados de ataques virtuais contra políticos em MT

Administradores de página são acusados de ataques virtuais contra políticos em MT

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Nesta quarta-feira (20), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Stop Hate contra investigados por supostos crimes de perseguição digital, difamação e ataques virtuais direcionados a autoridades públicas de Mato Grosso.

Entre os alvos da operação estão Ricardo Ribeiro da Silva e Juliana Pereira Guimarães, apontados como responsáveis por publicações realizadas por meio da página “Nexa Influence”. As investigações apuram conteúdos ofensivos direcionados a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo.

Entre as vítimas citadas na investigação estão o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira.

Em uma das postagens divulgadas nesta quarta-feira, a página ameaçava divulgar supostas revelações envolvendo o prefeito e a esposa dele, Alessandra Ferreira.

Outra publicação afirmava que a empresa estaria sofrendo censura de um “trio que surrupia o dinheiro público” e dizia que apenas um computador gamer teria sido apreendido durante a ação policial.

Segundo a investigação, os responsáveis pela página alegavam possuir investidores bilionários para custear processos judiciais e produção de conteúdos que, segundo eles, “trariam verdades para o povo”.

Investigação aponta ataques sistemáticos

A operação cumpre três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares diversas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos e da Delegacia Regional de Rondonópolis.

De acordo com a Polícia Civil, as apurações começaram após denúncias de que perfis em redes sociais estariam promovendo ataques reiterados contra autoridades públicas, ultrapassando os limites da liberdade de expressão e configurando possíveis crimes contra a honra e perseguição.

Os investigadores identificaram a publicação frequente de conteúdos considerados ofensivos, injuriosos e difamatórios, além de indícios de perseguição digital sistemática.

Acusações sem provas e uso de IA

Segundo a investigação, uma das postagens atribuía falsamente o crime de homicídio a um secretário municipal de Rondonópolis, embora não exista investigação contra ele.

Também foram encontradas publicações com acusações sem comprovação de corrupção contra integrantes do Executivo municipal, além da divulgação de vídeos e imagens produzidos com inteligência artificial em tom considerado vexatório pelas autoridades.

Outro ponto apurado pela polícia envolve uma publicação que chamava um secretário municipal de “testa de ferro” de um deputado estadual, expressão normalmente associada à ocultação de práticas ilícitas.

Dispositivos serão periciados

As ordens judiciais autorizam buscas em endereços ligados aos investigados, além da apreensão de celulares, computadores e mídias digitais para análise pericial.

A Justiça também determinou medidas cautelares proibindo novas publicações relacionadas às vítimas identificadas, além da proibição de contato entre os envolvidos.

Segundo o delegado da DRCI, Sued Dias Junior, a medida busca interromper a continuidade das condutas investigadas e preservar provas digitais.

Os equipamentos apreendidos serão encaminhados para perícia da Politec, que deverá analisar conteúdos e possíveis novas evidências relacionadas aos crimes investigados.

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