Nesta terça-feira (29), o vereador suplente Antônio Lemes (PSD) afirmou ter sofrido pressões e ameaças após declarar que pretende votar a favor do projeto de resolução que pode garantir a recondução da vereadora Paula Calil (PL) à presidência da Câmara Municipal de Cuiabá. Na disputa interna, Ilde Taques (Podemos) aparece como candidato de oposição.
Lemes ocupa temporariamente a cadeira do vereador Jeferson Siqueira (PSD), que está afastado por licença para tratar de assuntos particulares. Segundo o suplente, a situação se agravou depois que ele manifestou publicamente sua posição em relação à votação.
De acordo com o relato, Jeferson teria buscado retornar ao cargo antes do fim da licença. Lemes afirmou que tomou conhecimento de que o titular havia apresentado um pedido na Câmara para reassumir a vaga ainda durante o atual período legislativo.
“Fiquei sabendo que ele [Jeferson] entrou com o pedido aqui na Casa para ser substituído ainda para esta sessão, para ele voltar da licença dele, retomar a vaga aqui na Câmara Municipal”, relatou.
O suplente também afirmou que houve um confronto após Jeferson tomar conhecimento de sua posição política.
“O Jeferson não gostou dessa fala minha, acabou vindo para cima junto com o outro irmão dele que estava por ali”, declarou Lemes.
Segundo o vereador, Ilde Taques interveio na situação e ajudou a evitar que o episódio avançasse. Lemes afirmou que o parlamentar “foi muito categórico ali, assumiu a situação, recuou os dois, tiraram até do gabinete”.
Ainda conforme o relato, Jeferson teria questionado a postura do suplente em relação à votação. Lemes disse que ouviu do titular que, caso o conhecesse melhor, não estaria tomando uma posição diferente daquela defendida por ele.
“O Jefferson chegou de insinuar que eu não conheço ele, que se eu conhecesse ele eu não estaria fazendo esse desvio de voto, porque o voto é dele, não é meu”, afirmou.
Apesar do episódio, Lemes declarou que pretende manter sua posição e admitiu preocupação com a própria segurança.
“Olha, hoje no mundo que nós vivemos, né, não tem como você não se preocupar em resguardar a nossa integridade física”, disse.
Paralelamente à denúncia feita pelo suplente, a Procuradoria da Câmara de Cuiabá já havia apontado que Jeferson Siqueira não poderia retornar antecipadamente ao cargo, uma vez que a licença para tratar de assuntos particulares deve cumprir o período mínimo de 120 dias previsto no Regimento Interno.
Com isso, Antônio Lemes permanece no exercício da função enquanto durar o afastamento de Siqueira, mantendo a atual composição do Legislativo durante a disputa pela presidência da Casa.
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