Nesta terça-feira (18), começam os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de agosto, seguindo o calendário definido conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Os depósitos serão realizados até 31 de agosto, dentro dos últimos dez dias úteis do mês.
O valor médio é de R$ 678,35. O Cadastro Único para Programas Sociais é utilizado pelo governo para identificar e reunir informações das famílias que podem ter acesso ao programa.
Em razão de medidas específicas para municípios atingidos por secas, enchentes, inundações e outros eventos climáticos extremos, 186 cidades tiveram o pagamento unificado já no primeiro dia do calendário.
A antecipação alcança 940,7 mil famílias distribuídas por sete estados: 122 municípios do Rio Grande do Norte, 31 da Paraíba, 15 da Bahia, seis de Roraima, cinco do Paraná, quatro de Sergipe e três do Amazonas.
Benefício para crianças
Entre os adicionais pagos pelo programa está o Benefício Primeira Infância, destinado a crianças de zero a seis anos. Em agosto, 8,36 milhões de crianças estão contempladas, com um adicional de R$ 150 por integrante dessa faixa etária.
O programa também garante benefícios complementares de R$ 50 para públicos específicos. Neste mês, o adicional chega a 14,34 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos, além de 699,57 mil gestantes e 379 mil nutrizes.
Atendimento a grupos específicos
O Bolsa Família também contempla grupos considerados prioritários. Em agosto, estão incluídas 292,32 mil famílias com pessoas em situação de rua, 263,4 mil famílias indígenas e 308,65 mil famílias quilombolas.
O benefício também alcança 3 mil famílias com crianças em situação de trabalho infantil, 56,12 mil famílias com pessoas resgatadas de condições semelhantes à escravidão e 434,39 mil famílias de catadores de materiais recicláveis.
Mulheres são maioria entre responsáveis familiares
A composição do programa mostra ainda a predominância feminina entre os responsáveis pelas famílias beneficiárias. São 16,12 milhões de mulheres, o equivalente a 83,5% do total de responsáveis familiares atendidos pelo Bolsa Família.
Regra de Proteção
Outro mecanismo do programa é a Regra de Proteção, que permite que famílias permaneçam temporariamente no Bolsa Família mesmo após conseguirem emprego formal ou registrarem aumento de renda.
Nessas situações, o beneficiário passa a receber 50% do valor do benefício por até um ano, conforme os critérios estabelecidos. Em agosto, 2,15 milhões de famílias estão incluídas nessa modalidade.
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