Com informações da Assessoria – Dialog
Nesta terça-feira (18), a saúde vascular ganha destaque durante a campanha Agosto Azul Vermelho, promovida pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular para conscientizar sobre doenças que atingem artérias, veias e o sistema linfático.
No Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, pacientes com problemas vasculares contam com atendimento que vai da avaliação ambulatorial e diagnóstico até procedimentos cirúrgicos e atendimentos de urgência.
Sintomas como dor nas pernas durante caminhadas, varizes e feridas que demoram para cicatrizar podem indicar alterações na circulação e devem ser avaliados por um profissional de saúde.
Entre as doenças mais frequentes está a aterosclerose, caracterizada pelo acúmulo de gordura nas paredes das artérias. Segundo a médica vascular Ana Alyra Carvalho, a condição pode evoluir e provocar complicações graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, colesterol elevado e o envelhecimento estão entre os principais fatores de risco. A prevenção envolve alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, evitar o tabagismo, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e manter acompanhamento médico periódico.
Como algumas doenças vasculares podem permanecer sem sintomas nos estágios iniciais, o diagnóstico tem papel importante para identificar alterações antes que o quadro avance.
No Hospital Central, um dos exames utilizados para avaliar a circulação é o Doppler, uma modalidade de ultrassonografia capaz de analisar o fluxo sanguíneo pelos vasos.
Quando é identificado algum bloqueio, o paciente é direcionado ao especialista correspondente. Alterações nas artérias do coração, por exemplo, são acompanhadas pela cardiologia, enquanto problemas localizados nas pernas ou nas carótidas podem ser tratados pela cirurgia vascular.
Quando há necessidade de intervenção, existem diferentes possibilidades. Entre elas estão procedimentos realizados por cateterismo, considerados menos invasivos, e cirurgias abertas, conforme a avaliação médica e a condição apresentada pelo paciente.
Segundo a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor, a unidade dispõe de estrutura para realizar procedimentos vasculares eletivos e também atender situações de emergência.
Em casos mais graves de aterosclerose, quando ocorre infecção severa ou falta significativa de circulação sanguínea, pode ser necessária a amputação de um membro. O procedimento também faz parte dos atendimentos realizados na unidade.
Varizes e trombose também exigem atenção
A campanha também chama atenção para doenças que afetam as veias, como varizes e trombose.
Nas varizes, fatores como hereditariedade, alterações hormonais, falta de atividade física e excesso de peso podem favorecer o surgimento do problema. Dependendo da situação, pode haver indicação de tratamento cirúrgico.
Já a trombose ocorre quando um coágulo se forma dentro de uma veia. Imobilização prolongada, cirurgias, utilização de hormônios e trombofilias estão entre os fatores associados à condição.
Dor e inchaço nas pernas estão entre os sinais que devem motivar uma avaliação médica.
Sistema linfático
Outro ponto abordado na campanha são os gânglios e vasos linfáticos, responsáveis por auxiliar na retirada do excesso de líquido dos tecidos e no retorno desse conteúdo à circulação.
Quando o sistema apresenta alterações, pode surgir o linfedema, caracterizado pelo acúmulo de líquido e consequente inchaço. Um exemplo ocorre após determinados tratamentos contra o câncer de mama, quando estruturas linfáticas da região da axila são retiradas e podem provocar edema no braço.
Nessas situações, o tratamento pode envolver medicamentos e fisioterapia, conforme a avaliação do paciente.
O Hospital Central é uma unidade pública que atende pacientes de todo Mato Grosso exclusivamente pelo SUS. Na área vascular, o atendimento contempla diferentes etapas, incluindo consultas, exames, acompanhamento especializado, procedimentos cirúrgicos e assistência emergencial.
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