Nesta terça-feira (13), a Prefeitura de Cuiabá ampliou de duas para quatro as Salas Acolher + Saúde, iniciativa que oferece atendimento integrado a mulheres em situação de violência e facilita o acesso à rede de proteção nos próprios bairros. A ação é desenvolvida em conjunto pelas secretarias municipais de Saúde e da Mulher.
Os espaços estão disponíveis nas Unidades de Saúde da Família (USFs) Jockey Clube, Grande Terceiro, CPA 4 e Ribeirão da Ponte. As mulheres acolhidas recebem assistência conforme suas necessidades, com suporte de uma equipe multiprofissional formada por psicólogos, enfermeiros, médicos, odontólogos, nutricionistas e assistentes sociais.
A secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, ressaltou que a atuação conjunta das pastas permite identificar as demandas de cada mulher e encaminhá-la ao serviço adequado. Segundo ela, a estratégia busca garantir que vítimas de violência encontrem atendimento efetivo dentro da estrutura municipal.
O atendimento funciona de maneira integrada e nos dois sentidos. Mulheres que procuram inicialmente uma unidade de saúde podem ser encaminhadas à Secretaria da Mulher, enquanto aquelas que chegam primeiro aos serviços da rede de proteção também podem receber assistência na área da saúde.
A ampliação dos espaços foi destacada pela secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Thaís Silva de Brito Sobrinho, como uma medida para descentralizar os serviços e aproximá-los da população. Com quatro unidades em funcionamento, a proposta é assegurar pelo menos uma sala em cada regional de saúde, ampliando as possibilidades de acolhimento.
Outro diferencial é que as salas funcionam em regime de porta aberta. Isso significa que a mulher não precisa residir na região onde está localizada a unidade para receber atendimento: qualquer uma das quatro estruturas pode ser procurada, independentemente do bairro onde ela mora.
A Prefeitura também substituiu as antigas Salas da Mulher instaladas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) pelo novo modelo, com o objetivo de fortalecer a rede de proteção e ampliar o acesso aos serviços municipais.
Nos casos de violência sexual ocorridos há menos de 72 horas, a orientação é procurar o Hospital Universitário Júlio Muller, onde funciona o Projeto Ipê.
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