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No segundo semestre de 2026, os municípios de Mato Grosso deverão enfrentar um período de estiagem mais rigoroso em razão dos efeitos previstos do fenômeno El Niño. Diante desse cenário, a Defesa Civil Estadual vem intensificando ações de orientação e preparação junto às administrações municipais para reduzir os impactos causados pela seca.
As medidas incluem reuniões técnicas, monitoramento climático e palestras direcionadas aos coordenadores municipais de Defesa Civil, com foco no planejamento antecipado e na adoção de estratégias preventivas.
Segundo o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel BM Marcelo Reveles, a preparação prévia é fundamental para minimizar os danos provocados pelo fenômeno climático.
“O objetivo é que os municípios se antecipem aos riscos e se preparem antes que os problemas aconteçam. Quando as equipes acompanham os dados climáticos e se preparam com antecedência, elas conseguem agir mais rápido e minimizar os impactos provocados desse período”, destacou.
Além de uma reunião geral realizada de forma virtual no dia 20 de maio com coordenadores municipais, a Defesa Civil ampliou o trabalho de conscientização por meio de palestras presenciais em diversas regiões do Estado.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, alterando padrões atmosféricos e influenciando o regime de chuvas em diferentes partes do mundo. Para Mato Grosso, as previsões apontam redução das chuvas entre junho e agosto, temperaturas acima da média e maior ocorrência de ondas de calor.
Esse cenário aumenta significativamente o risco de incêndios florestais, principalmente em áreas do Cerrado e do Pantanal, além de gerar reflexos na agricultura, no abastecimento de água e na saúde pública.
De acordo com a Defesa Civil, os efeitos mais intensos deverão ser observados nos meses de julho e agosto, período em que a estiagem tende a se agravar.
“Mato Grosso tem uma economia forte ligada ao campo e essa redução de chuvas pode impactar diretamente na produção e na disponibilidade de água. Além disso, a baixa umidade do ar e a fumaça das queimadas costumam agravar os casos de doenças respiratórias, principalmente entre crianças e idosos. Por isso, é importante que os municípios se preparem com antecedência”, explicou Marcelo Reveles.
Entre as recomendações repassadas às coordenadorias municipais estão a revisão dos planos de contingência, a avaliação da segurança hídrica e da capacidade de abastecimento das cidades, além da intensificação de campanhas de conscientização sobre os riscos do uso do fogo durante o período seco.
A Defesa Civil também orienta os municípios a reforçarem a atenção básica de saúde e avaliarem a capacidade de atendimento da rede hospitalar diante da possibilidade de aumento nos casos de doenças respiratórias, agravadas pela baixa umidade do ar e pela fumaça proveniente das queimadas.
As orientações incluem ainda o acompanhamento constante das condições meteorológicas, o monitoramento de focos de calor e a adoção de medidas preventivas nas áreas mais suscetíveis aos efeitos da estiagem.
Enquanto isso, a Defesa Civil Estadual segue monitorando o comportamento climático e prestando suporte técnico aos municípios por meio da emissão de avisos e alertas meteorológicos, buscando fortalecer a capacidade de resposta das cidades diante dos desafios impostos pelo fenômeno.
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