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Nesta quarta-feira (13.5), a Polícia Civil deflagrou a Operação Rota Estéril, com foco no aprofundamento das investigações sobre um esquema criminoso de adulteração de cargas de fertilizantes destinadas a propriedades rurais de Mato Grosso.
A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão no Paraná, expedidos pelo Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá, com o objetivo de reunir novas provas sobre a atuação do grupo investigado. Segundo a investigação, as cargas eram adulteradas durante o trajeto logístico entre o fornecedor e o destinatário final.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e começaram após a comunicação de suspeitas envolvendo cargas de sulfato de amônio transportadas para Mato Grosso. Após a entrega do produto, foram encontrados indícios de alteração no material, situação posteriormente confirmada por análises técnicas.
Durante as diligências, os policiais localizaram em Rondonópolis o caminhão utilizado no transporte da carga suspeita. O motorista foi preso em flagrante pelo crime de receptação qualificada no exercício de atividade comercial.
Conforme os elementos apurados, o condutor teria recebido vantagem financeira para permitir a adulteração do fertilizante em um barracão localizado na região metropolitana de Curitiba.
O avanço das investigações revelou indícios de uma estrutura criminosa mais ampla, com possível utilização de empresas de fachada, endereços fictícios, dados cadastrais inconsistentes e mecanismos destinados à ocultação patrimonial e à lavagem de dinheiro.
Até o momento, a Polícia Civil aponta para a possível prática dos crimes de associação criminosa, fraude envolvendo cargas, receptação, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
A Derf de Rondonópolis segue com as investigações para identificar outros envolvidos, dimensionar a extensão do esquema e verificar a possível atuação do grupo em outros estados.
O nome da operação, “Rota Estéril”, faz referência ao impacto causado pela adulteração de fertilizantes. Segundo a Polícia Civil, a prática criminosa pode comprometer a qualidade do adubo e afetar diretamente a fertilidade do solo mato-grossense, gerando prejuízos ao produtor rural, ao agronegócio e a toda a cadeia produtiva.
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