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Vereador de Cuiabá sugere motivação política contra produtos da Ypê; Vídeo

Vereador de Cuiabá sugere motivação política contra produtos da Ypê; Vídeo

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Nesta terça-feira (12), o vereador por Cuiabá Rafael Ranalli (PL) voltou a repercutir a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) envolvendo produtos da marca Ypê e afirmou, durante sessão na Câmara Municipal, que o detergente acabou se tornando um “símbolo da extrema direita” em meio à polarização política no país.

A declaração ocorreu após a Anvisa determinar o recolhimento e a suspensão da fabricação de alguns produtos da empresa por risco de contaminação microbiológica. Para o parlamentar, a medida levantou dúvidas entre apoiadores da direita por envolver uma marca que passou a ser associada ao campo conservador.

Durante o pronunciamento, Ranalli citou outras empresas frequentemente inseridas em debates políticos e afirmou que existem “coincidências” no episódio envolvendo a Ypê.

Hoje a gente vive em um país polarizado. A gente viu o caso das próprias Havaianas, vira e mexe a gente traz à tona o caso do Magazine Luiza, que é uma apoiadora do governo Lula. E, nesse caso, a gente viu fatos, muitas coincidências, na verdade”, declarou.

O vereador também mencionou suspeitas levantadas por setores da direita sobre possível favorecimento comercial a outra marca ligada ao empresário Joesley Batista, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

São coincidências que, sim, levantam a orelha da direita. Então, a gente vem aqui para ratificar e até justificar muita gente questionar”, afirmou o parlamentar.

Em outro momento, Ranalli comentou os vídeos publicados nas redes sociais por pessoas ingerindo detergente em protesto contra a decisão da agência reguladora. Apesar de defender o debate político, ele avaliou que a atitude extrapolou os limites.

Aí tem coisas que também já extrapolam. Eu tenho, sim, uma marca de entrar nas discussões, só que beber meio litro de detergente eu acho que não tem muito nexo”, disse.

Após ser questionado se o discurso não poderia soar como teoria da conspiração, o vereador rebateu e argumentou que o questionamento faz parte do debate público.

É engraçada essa pergunta vindo de jornalista, que tudo deveria questionar. O que eu disse foi que são vários fatos colocados como coincidência”, declarou.

Na sequência, Ranalli reforçou que considera legítimo levantar dúvidas sobre decisões públicas até que todos os fatos sejam esclarecidos.

Se toda a população aceitar tudo sem questionar, a gente pode vir questionar agora e daqui uns dias falar: não, não foi nada disso. Porém, o questionamento tem que ser feito”, completou.

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