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Nesta quinta-feira, equipes técnicas da Secretaria Adjunta de Agricultura realizaram colheita e replantio de mandioca em uma área experimental instalada na Vitrine Tecnológica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Trabalho e Agricultura (SDTA), em Cuiabá. O projeto é desenvolvido no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá, e já contabiliza três colheitas com resultados positivos.
A produção obtida vem sendo destinada, por meio de doações, ao Hospital do Câncer da capital, reforçando o caráter social da iniciativa. O experimento agronômico avalia o cultivo de seis variedades de mandioca — Camanducaia, Liberata, São Félix, Juína, Broto Branco e BRS 429 — com foco no fortalecimento da cadeia produtiva na Baixada Cuiabana, onde a cultura é uma das principais atividades agrícolas.
Segundo o engenheiro agrônomo Wanderlei Aparecido dos Santos, a diversidade de espécies busca ampliar as opções para os pequenos produtores. Ele explica que a variedade Camanducaia se destaca pela precocidade, permitindo colheita entre quatro e seis meses e geração de renda mais rápida. Por outro lado, apresenta limitações, como o baixo teor de amido, o que inviabiliza a produção de farinha e reduz o tempo de permanência no solo. Já a variedade Liberata, embora mais lenta, é adequada para farinha e possibilita maior flexibilidade produtiva.
O objetivo do projeto é justamente equilibrar produtividade e versatilidade, testando variedades que permitam tanto o consumo in natura quanto a industrialização, garantindo renda contínua aos agricultores e preservando a cultura alimentar regional.
O replantio já foi iniciado no mesmo espaço da colheita, com foco na apresentação dos resultados durante a Expoagro 2026. Durante a atividade, também foram repassadas técnicas de manejo, como o espaçamento adequado entre as manivas e o tamanho ideal das mudas.
Além do aspecto produtivo, a iniciativa tem papel estratégico na segurança alimentar e na geração de renda da agricultura familiar, contribuindo para o abastecimento dos mercados locais. O estudo também analisa desafios como condições climáticas e solos de média e baixa fertilidade, buscando soluções adaptadas à realidade regional.
Coordenado pelo engenheiro agrônomo Pedro Mello Damasceno, o projeto inclui ainda a criação de um banco de germoplasma a campo, com o objetivo de ampliar o acesso a variedades mais produtivas e resilientes. Em ambiente controlado, são avaliados fatores como desempenho produtivo, adaptação, resistência a pragas e características físico-químicas das cultivares.
Os resultados devem servir de base para produtores, técnicos e gestores públicos, contribuindo para decisões mais eficientes e sustentáveis, além de impulsionar a inovação no cultivo da mandioca na região.
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