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Na quarta-feira (17), o incêndio que destruiu o almoxarifado central e o centro de distribuição de merenda escolar da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande continuou repercutindo no meio político. Vereadores da oposição à prefeita Flávia Moretti estiveram no local e levantaram suspeitas sobre uma possível “queima de arquivo”, alegação que até o momento não foi confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
O fogo atingiu o depósito localizado no bairro Jardim Marajoara na noite de quarta-feira (17), destruindo materiais armazenados pela Secretaria de Educação. As causas do incêndio ainda serão apuradas por órgãos competentes.
Um dos primeiros parlamentares a chegar ao local foi o vereador Feitoza. Durante gravações feitas na área atingida, ele relacionou o incêndio a fiscalizações recentes realizadas por vereadores, nas quais teriam sido encontradas supostas irregularidades envolvendo materiais públicos.
Segundo o parlamentar, a destruição do depósito ocorreu poucos dias após inspeções que identificaram livros, uniformes e outros itens armazenados no local. Em suas declarações, ele questionou se o incêndio poderia estar ligado aos fatos apontados durante a fiscalização.
Outro que esteve na área foi o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira, que protagonizou uma discussão com a secretária municipal de Comunicação, Paola Carlini, e com um jornalista que também atua como assessor de imprensa da administração municipal.
Imagens registradas no local mostram momentos de tensão durante o bate-boca. Conforme relatos, o jornalista pretende registrar boletim de ocorrência sobre o episódio.
O vereador Wender Madureira também compareceu ao local e reforçou suspeitas semelhantes, mencionando coincidências entre a fiscalização realizada por parlamentares e o incêndio ocorrido no depósito.
Já a vereadora Gisa Barros comentou o caso por meio das redes sociais. Em publicação temporária, ela ironizou o episódio ao mencionar ocorrências anteriores de incêndios envolvendo estruturas da administração municipal.
Apesar das manifestações políticas, não há, até o momento, qualquer conclusão oficial que relacione o incêndio a uma suposta destruição intencional de documentos ou materiais. As circunstâncias do caso seguem sob investigação, e somente os laudos técnicos da perícia poderão apontar as causas do fogo.
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