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Internet via satélite avança e alcança escolas indígenas, quilombolas e do campo em Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) intensifica a ampliação da conectividade nas unidades da Rede Estadual situadas em áreas de difícil acesso, levando internet via satélite para comunidades que enfrentam limitações na infraestrutura tradicional de telecomunicações.

Nesta fase inicial do projeto, a prioridade é atender escolas indígenas, quilombolas e do campo. Das 100 unidades previstas para receber a tecnologia, 83 já tiveram os equipamentos instalados, enquanto as demais devem ser contempladas até julho.

A iniciativa tem como objetivo combater a exclusão digital em regiões remotas e ampliar o acesso de estudantes, professores e equipes gestoras a ferramentas educacionais e administrativas. Segundo a Seduc, as escolas beneficiadas estão localizadas em territórios onde fatores geográficos dificultam a implantação de redes convencionais de internet.

Com a adoção dos kits Starlink Empresarial, as unidades passam a dispor de conexão mais estável e com alta velocidade. O serviço contratado inclui franquia prioritária de 2 terabytes, assegurando desempenho elevado dentro do volume estabelecido. Após esse limite, a navegação continua disponível, porém sem prioridade de tráfego.

Além da conectividade, o contrato prevê monitoramento permanente, suporte técnico e manutenção dos equipamentos, garantindo o funcionamento contínuo da estrutura instalada.

Os impactos já começam a ser percebidos nas comunidades escolares. Na Escola Estadual Indígena Dorothy Stang, o secretário da unidade, Marcelino Lima Dias, afirma que a nova conexão representa um avanço significativo para o cotidiano da escola.

Segundo ele, a internet mais estável favorece tanto as atividades pedagógicas quanto os processos administrativos, proporcionando mais agilidade e acesso a recursos educacionais para alunos, professores e servidores.

A secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, destaca que a proposta busca assegurar igualdade de oportunidades aos estudantes, independentemente da localização de suas comunidades.

Além de beneficiar o aprendizado dos alunos, o projeto amplia o acesso dos educadores a cursos de capacitação, conteúdos atualizados e canais de comunicação com a rede estadual. Para os estudantes, a medida facilita pesquisas, utilização de plataformas digitais e acesso a ferramentas que enriquecem o processo educacional.

Atualmente, a Rede Estadual de Mato Grosso conta com 70 escolas indígenas, que atendem mais de 9 mil estudantes, 118 escolas do campo, com 30.031 matrículas, e quatro escolas quilombolas, responsáveis pelo atendimento de 1.646 alunos.

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