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Neste sábado (18), o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que o partido enfrenta dificuldades para estruturar as chapas proporcionais para as eleições de 2026. Segundo ele, a legenda foi enfraquecida após o presidente estadual da sigla, Mauro Mendes, direcionar ex-secretários e assessores para partidos aliados.
De acordo com o parlamentar, a situação tem dificultado a atração de novos candidatos e colocado em risco a manutenção da atual bancada do partido na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que passou de quatro para três deputados após a janela partidária.
“Nós já temos dificuldade de ter chapa proporcional, de deputado estadual. Lamentavelmente, houve influência do próprio presidente do partido, o doutor Mauro Mendes, de levar alguns dos seus assessores e secretários para outros partidos. Isso esvaziou o União Brasil”, afirmou.
Júlio Campos declarou que ele, Dilmar Dal’Bosco e Sebastião Rezende enfrentam dificuldades para reunir candidatos suficientes para fortalecer a legenda na disputa proporcional.
“Você não imagina a dificuldade que eu, o deputado Dilmar e o deputado Sebastião estamos tendo de agregar mais candidatos para sobreviver a nossa bancada, pelo menos, com dois ou três deputados”, disse.
Na avaliação do deputado, uma eventual candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso poderia fortalecer o União Brasil e facilitar a formação das chapas para deputado estadual e federal.
“Com um candidato ao governador, facilitaria muito. O Jayme Campos tem condição, oficializando como candidato, de trazer três ou quatro novos candidatos, para somar legenda para o partido”, declarou.
O parlamentar argumentou que a ausência de uma candidatura majoritária própria reduz o interesse de novos filiados em disputar as eleições pela sigla, diante de outros partidos que já possuem pré-candidatos ao governo.
“Agora, sem projeto majoritário, quem vai entrar no União Brasil? Se quem vai continuar governando o Mato Grosso ou é o Republicanos, ou é o PL de Wellington Fagundes?”, questionou.
Júlio Campos também alertou que a falta de um candidato ao governo pode impactar diretamente o desempenho do partido nas eleições proporcionais, tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara dos Deputados.
“Se o partido não tiver candidatura própria ao governador, quem será prejudicado serão os candidatos à eleição proporcional da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa. Não vamos ter carro-chefe. Quem vai ser beneficiado com isso são os partidos que têm candidato ao governador”, afirmou.
Segundo o deputado, caso o cenário permaneça, o União Brasil poderá reduzir significativamente sua representação parlamentar.
“Corremos o risco. Hoje nós éramos quatro deputados estaduais do União Brasil, corremos o risco de ser reduzidos a um ou dois deputados estaduais. E federal, nós somos dois, corremos o risco de ficar com um deputado federal. Então, quem é prejudicado? O partido. Para beneficiar quem? Os outros partidos? Não. Tem que ter um pouco de espírito partidário”, concluiu.
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