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Nesta terça-feira (24), o Tribunal do Júri de Alto Araguaia condenou dois homens pelo homicídio qualificado de Gilvanio Rodrigues da Silva, em crime considerado premeditado pelas investigações.
Os jurados acolheram a tese do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, reconhecendo Wellington David de Souza como o autor dos disparos e Ruberval Elias da Silva, o “Bim”, como mandante da execução. O promotor Elton Oliveira Amaral atuou na acusação.
Wellington foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado, por homicídio qualificado mediante promessa de recompensa e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Já Ruberval recebeu pena de 20 anos de reclusão, também em regime fechado, por motivo torpe e pelas mesmas circunstâncias agravantes.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu na madrugada de 15 de janeiro de 2020. Wellington teria atraído a vítima com um pedido de carona sob falso pretexto. Ao chegar ao destino, no bairro Maria das Graças, ele sacou uma arma e efetuou disparos à queima-roupa, causando a morte ainda dentro do veículo.
A apuração apontou que o crime foi encomendado por vingança pessoal, com promessa de pagamento ao executor e fornecimento da arma por parte do mandante.
Após a sentença, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a soberania do júri, foi determinada a execução imediata das penas, sem direito de recorrer em liberdade.
Os condenados também deverão pagar indenização mínima de R$ 20 mil aos familiares da vítima, que deixou filhos menores.
O Ministério Público ainda apresentou recurso, contestando a dosimetria das penas aplicadas.
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