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O deputado federal Zé Medeiros (PL) criticou a atuação do PSOL no processo que envolveu a suspensão da Ferrogrão e afirmou que os entraves judiciais causaram prejuízos significativos para Mato Grosso e para o setor produtivo brasileiro.
A declaração ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) validar a legislação relacionada ao projeto da ferrovia, considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste em direção aos portos da Região Norte.
O projeto prevê a ligação entre Sinop, no norte de Mato Grosso, e portos localizados no Pará, criando uma alternativa logística para o transporte de grãos e outros produtos. A obra é apontada por defensores como estratégica para ampliar a competitividade do agronegócio e reduzir custos de transporte.
Segundo Medeiros, a paralisação do empreendimento ao longo dos últimos anos atrasou investimentos e comprometeu avanços importantes para a economia estadual.
O parlamentar argumentou que a ferrovia contribuiria para reduzir a pressão sobre a BR-163, além de proporcionar maior eficiência no escoamento da safra mato-grossense.
“O produtor, o caminhoneiro e o consumidor acabam sendo impactados pelos atrasos de uma obra que poderia melhorar a logística e reduzir custos”, afirmou o deputado.
Zé Medeiros também citou estudos que apontam potencial redução das emissões de carbono com a transferência de parte do transporte de cargas das rodovias para o modal ferroviário. Na avaliação do parlamentar, as discussões ambientais foram utilizadas para impedir o avanço do projeto.
Além das críticas ao PSOL, o deputado questionou o momento em que o STF autorizou a retomada dos estudos relacionados à Ferrogrão. Medeiros sugeriu que a decisão pode ter relação com o cenário político nacional e com o período pré-eleitoral.
O parlamentar também direcionou críticas ao governo federal, afirmando que a retomada das discussões sobre a ferrovia ocorre em um contexto de disputas políticas envolvendo o setor do agronegócio.
Considerada uma das obras mais aguardadas pelo setor produtivo de Mato Grosso, a Ferrogrão segue sendo debatida por representantes do agronegócio, ambientalistas, comunidades impactadas e órgãos públicos. O projeto é visto como uma alternativa para ampliar a capacidade logística do país, mas continua cercado por discussões relacionadas aos impactos ambientais e territoriais.
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