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Nesta quinta-feira (21), o Ministério Público de Mato Grosso informou que a 27ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá denunciou M. P. S. pelos crimes de feminicídio qualificado, sequestro qualificado, tortura e ocultação de cadáver pela morte da própria irmã, E. P. S., de 17 anos.
O crime ocorreu no dia 10 de março de 2026 e a denúncia foi apresentada à Justiça no dia 12 de maio, sendo recebida no dia seguinte.
Segundo o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, ainda poderá haver aditamento da denúncia para inclusão do crime de estupro de vulnerável, dependendo da conclusão dos exames periciais e do avanço das investigações.
Adolescente foi atraída sob falso pretexto, aponta investigação
Conforme a denúncia do Ministério Público, o acusado teria levado a irmã até um imóvel utilizando o argumento de que ela visitaria a mãe.
De acordo com as investigações, na manhã do crime, o denunciado realizava mudança de residência do bairro Três Barras para o bairro Tancredo Neves, com auxílio de familiares, incluindo a vítima.
Após concluir a mudança, ele teria retornado até a casa da adolescente e a convidado para sair. O companheiro da jovem demonstrou resistência, mas foi ameaçado pelo acusado.
A vítima acreditava que iria até a residência da mãe, porém foi levada ao antigo imóvel do irmão, onde teria sido mantida em cárcere privado, submetida a tortura e posteriormente assassinada.
Corpo foi jogado em córrego
Segundo o MPMT, o acusado matou a irmã por asfixia em contexto de violência doméstica e familiar.
A denúncia aponta ainda uso de meio cruel, com queimaduras e amarração dos membros da vítima, além de emboscada que impossibilitou qualquer chance de defesa.
Após o crime, o corpo da adolescente foi levado e abandonado no leito do Córrego Vassoura, nos fundos do imóvel, numa tentativa de dificultar sua localização.
Investigações continuam
O Ministério Público também pediu à Justiça indenização equivalente a 40 salários mínimos para reparação de danos morais e materiais à família da vítima.
Ainda conforme o promotor Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, existem indícios de participação de outras pessoas na ação criminosa, motivo pelo qual as investigações seguem em andamento.
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