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Namorada de criminoso conhecido como “Batman” é presa em ‘Operação Fariseus’

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Nesta quinta-feira (16), Rhavenna Almeida, namorada do criminoso foragido Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, foi presa preventivamente durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso. Ela é investigada por supostamente utilizar o projeto religioso Equipe Evangelismo Resgatando Vidas para prestar apoio ao Comando Vermelho.

Além dela, os pais, Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos Barcelos Almeida, também foram alvos da operação. Conforme as investigações, o projeto religioso é ligado à igreja onde ambos atuam como pastores.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), apontam que Rhavenna fazia parte de um núcleo familiar suspeito de oferecer suporte comunicacional, financeiro e logístico à facção criminosa, utilizando a atividade religiosa para facilitar a atuação do grupo.

Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão, quebras de sigilos telefônico, telemático e bancário e a suspensão temporária do ingresso dos investigados em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

Segundo a Polícia Civil, o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas era utilizado para facilitar a comunicação entre presos e foragidos, intermediar recados entre lideranças da facção e pessoas em liberdade, aproximar familiares de detentos e movimentar recursos financeiros de origem ilícita.

As apurações também identificaram viagens frequentes da família ao Rio de Janeiro, onde os investigados visitavam comunidades dominadas pelo Comando Vermelho e uma residência utilizada por Jonas Souza Gonçalves Júnior, apontado como integrante da organização criminosa.

A análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos revelou fotografias, vídeos e videochamadas que mostram os investigados ao lado de lideranças da facção, homens armados e foragidos da Justiça. Os investigadores também localizaram registros em que os próprios investigados aparecem manuseando armas de fogo, além de imagens de crianças portando armamentos personalizados com referências ao grupo criminoso.

De acordo com a investigação, também foram encontradas conversas sobre repasse de mensagens entre presos, movimentação de dinheiro por meio de contas de terceiros e até pedidos para aplicação de “salves”, termo utilizado por facções criminosas para determinar punições.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para individualizar a participação de cada integrante da família. Os envolvidos são investigados por integrar organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro.

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