Nesta sexta-feira (05), a Polícia Civil de Mato Grosso colocou em prática a Operação Deceptio, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em estelionatos digitais e fraudes contra empresas. A ofensiva concentra as diligências em Cuiabá, onde estão sendo cumpridas seis determinações judiciais.
A operação prevê três mandados de busca e apreensão e outros três de afastamento de sigilo telemático, medida que permite o acesso a informações relacionadas às atividades digitais dos investigados.
As ordens foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá, a partir dos elementos reunidos pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), responsável pela investigação.
As apurações começaram após uma tentativa de golpe registrada em fevereiro de 2025, quando criminosos tentaram enganar uma empresa do setor de construção civil, em Cuiabá. Na ocasião, os suspeitos utilizaram o WhatsApp para se passar por um dos sócios da companhia e solicitar uma transferência bancária por meio do Pix.
A movimentação financeira foi impedida pela rápida intervenção das equipes policiais. Na ocasião, o titular da conta bancária indicada para receber o dinheiro acabou preso em flagrante, evitando que a empresa sofresse prejuízo.
O avanço das investigações, acompanhado de análises periciais autorizadas judicialmente, revelou que a tentativa de fraude fazia parte de uma estrutura criminosa mais ampla. A Polícia Civil identificou uma rede organizada, com diferentes participantes desempenhando funções específicas para viabilizar os golpes.
Durante as diligências, alguns investigados admitiram que comercializavam o acesso às próprias contas bancárias para que fossem utilizadas no recebimento dos valores obtidos ilegalmente.
A perícia nos aparelhos eletrônicos apreendidos também apontou a atuação de outros integrantes na administração de perfis falsos, na coleta de informações sobre os departamentos financeiros das empresas e na preparação de abordagens fraudulentas por meio de plataformas digitais.
Um dos aspectos que chamou a atenção dos investigadores foi a organização financeira do esquema. Conforme a DRCI, os criminosos estabeleciam metas de arrecadação para os golpes, com a intenção de obter pelo menos R$ 20 mil em cada fraude.
As investigações ainda identificaram que o grupo não atuava apenas em Mato Grosso. Foram confirmados golpes efetivamente consumados contra outras vítimas em diferentes estados brasileiros, indicando o alcance interestadual das atividades criminosas.
A investigação permanece em andamento, e a Polícia Civil busca aprofundar a identificação dos envolvidos e esclarecer a participação de cada integrante na estrutura utilizada para executar as fraudes.
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