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Operação desarticula grupo responsável por mega-assalto em Confresa

Operação desarticula grupo responsável por mega-assalto em Confresa

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Na última quinta-feira (9.4), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Pentágono, resultado de três anos de investigação intensa, que culminou na desarticulação da organização criminosa responsável pelo ataque à transportadora de valores em Confresa, ocorrido em abril de 2023.

A ação foi coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), considerada de alta complexidade, utilizando técnicas avançadas de inteligência policial, análise de dados e cooperação entre diferentes estados. O trabalho permitiu identificar toda a estrutura da quadrilha, seus integrantes e as funções desempenhadas por cada um.

As investigações revelaram que o crime não foi isolado, mas sim parte de uma operação nacional articulada por facção criminosa, com atuação em diversos estados. A atuação integrada das forças de segurança foi decisiva para o cumprimento simultâneo de mandados em regiões como São Paulo, Maranhão, Pará, Tocantins e Rio Grande do Norte.

Cúpula financeira

No topo da organização, foi identificado Francivaldo Moreira Pontes, conhecido como “Velho Ban”, apontado como líder operacional e financeiro do ataque. Ele era um dos criminosos mais procurados do país, com histórico violento desde 2007.

Para escapar das autoridades, utilizava identidades falsas e articulava ações criminosas em diferentes estados. A investigação apontou ainda que o grupo utilizava esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo gado e propriedades rurais.

A trajetória do criminoso terminou em novembro de 2024, quando ele morreu após confronto com policiais no Pará, ao reagir à tentativa de prisão com um fuzil.

Outro integrante de destaque é E.A.F., o “Pinga”, com histórico no chamado “Novo Cangaço” e envolvimento em grandes ações criminosas, como a tentativa de roubo milionário em Araçatuba (SP). Ele foi preso ainda em 2022, mas o plano do ataque seguiu com outros membros da organização.

Logística criminosa

A operação também revelou um complexo sistema logístico. Um dos responsáveis, identificado pelas iniciais F.R.M.F., coordenava veículos blindados e estrutura operacional, sendo condenado a mais de 172 anos de prisão por outros crimes semelhantes, incluindo assaltos milionários.

Outra investigada, R.S.F., atuava como “laranja” na ocultação de bens e no levantamento de informações, auxiliando diretamente na preparação do ataque em Mato Grosso.

Núcleo de execução

A execução do crime contou com criminosos de alta periculosidade. Um deles, identificado como J.C.M., participou diretamente do ataque e morreu após confronto com forças de segurança no Tocantins.

As investigações também apontaram ligações da quadrilha com integrantes de alto escalão de facção criminosa, incluindo conexões com envolvidos em planos de ataques contra autoridades públicas no país.

O delegado da GCCO, Gustavo Colognesi Belão, destacou que a operação representa uma resposta firme ao crime organizado.

“A desarticulação dessa cúpula mostra que o rastreamento financeiro e a inteligência policial são ferramentas eficazes contra organizações criminosas de grande porte”, afirmou.

Operação integrada

A ação faz parte da Operação Pharus, dentro do programa estadual de combate ao crime organizado, e também integra a Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça.

A iniciativa reforça o compromisso das forças de segurança em combater facções criminosas e impedir ações violentas de grande impacto, como a registrada em Confresa.

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