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Operação mira grupo suspeito de arrombar caminhonetes e furtar armas em Cuiabá e VG

Operação mira grupo suspeito de arrombar caminhonetes e furtar armas em Cuiabá e VG

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Nesta quinta-feira (20), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Décimo Mandamento para cumprir ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado por arrombamentos de veículos e furtos de objetos em Cuiabá e Várzea Grande.

Ao todo, foram cumpridas nove ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão domiciliar e uma determinação de apreensão e arresto de veículo, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá. As ações ocorreram nas duas cidades.

As investigações são conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, e começaram após um furto registrado em agosto de 2025, no bairro Quilombo, em Cuiabá.

Na ocasião, criminosos arrombaram uma Toyota Hilux estacionada e levaram arma de fogo, munições, carregadores, documentos pessoais e cartões bancários que estavam dentro do veículo.

Durante as apurações, policiais analisaram imagens de câmeras de segurança que mostraram um dos suspeitos descendo de um Hyundai Creta branco, utilizado como apoio na ação criminosa, enquanto outro integrante permanecia na condução do automóvel.

Segundo a investigação, o mesmo veículo também teria sido utilizado em outros furtos de caminhonetes registrados na Capital, sempre com o mesmo modo de operação.

Grupo compartilhava veículo utilizado nos crimes

A Derf identificou indícios de que o Hyundai Creta era compartilhado entre integrantes da associação criminosa para a prática dos furtos em Cuiabá e Várzea Grande.

Conforme os investigadores, o automóvel funcionava como peça central do esquema e passou por negociações consideradas suspeitas, marcadas por informalidade, ausência de documentação regular, versões contraditórias e valores incompatíveis.

Os suspeitos também mantinham contato frequente relacionado ao veículo, incluindo discussões sobre multas e pendências do carro.

Suspeitos possuem antecedentes

Durante checagens nos sistemas policiais, foi constatado que parte dos investigados possui antecedentes criminais. Segundo a Polícia Civil, alguns integrantes atuavam em funções específicas dentro do esquema, como intermediação de negociações do veículo, ocultação da posse real do automóvel e possível participação direta nos furtos.

Além das buscas, a Justiça autorizou a apreensão e extração de dados de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos encontrados nos endereços dos investigados. O objetivo é aprofundar as investigações e tentar localizar a arma furtada, que ainda não foi recuperada.

Nome da operação

O nome Décimo Mandamento faz referência ao mandamento bíblico “não cobiçar as coisas alheias”, em alusão aos crimes patrimoniais investigados.

A operação também integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.

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