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Operação prende empresário investigado por crimes de exploração sexual infantil em Mato Grosso

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Nesta quarta-feira (15), a Polícia Civil prendeu um empresário de 42 anos no município de Sorriso, a 398 quilômetros de Cuiabá, durante a Operação Puer Defensus, que apura crimes de estupro de vulnerável, produção, divulgação e armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil.

As investigações apontam que uma cuidadora de crianças, de 19 anos, seria responsável por produzir vídeos de exploração sexual infantil e encaminhar o conteúdo ao empresário, proprietário de um posto de combustíveis localizado às margens da BR-163.

A jovem está presa desde o dia 30 de junho, após uma denúncia feita por uma pessoa que mantinha contato com uma das vítimas e percebeu um comportamento considerado suspeito. Segundo a Polícia Civil, ela confessou a prática dos crimes e permanece detida.

Com o avanço das investigações, os policiais identificaram o empresário como um dos alvos da operação. Durante a ação, foi cumprido um mandado de prisão contra o investigado, além de dois mandados de busca e apreensão, sendo um direcionado ao empresário e outro à esposa, de 45 anos, que também é investigada por possível participação no caso.

A mulher, que não teve a identidade divulgada, foi submetida a medidas cautelares diversas da prisão, entre elas quebra de sigilo telefônico e apreensão de equipamentos eletrônicos.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil apreendeu armas de fogo, munições, celulares, computadores, mídias de armazenamento, chip do sistema de câmeras de segurança, fitas VHS e outros materiais, que passarão por perícia.

As investigações tiveram início após a prisão da cuidadora, suspeita de aliciar menores de idade e produzir conteúdos audiovisuais de exploração sexual infantil. Conforme a Polícia Civil, a análise dos dados armazenados no celular da investigada, somada à confissão, permitiu identificar o casal alvo da operação.

Ainda segundo os investigadores, foram encontrados vídeos e fotografias envolvendo menores de idade e o empresário, elementos que embasaram os pedidos de medidas cautelares autorizados pela Justiça.

A investigação segue em sigilo, devido à gravidade dos crimes e ao envolvimento de vítimas menores de idade. A Polícia Civil continua as diligências para identificar possíveis coautores, esclarecer a participação de todos os envolvidos e promover a responsabilização criminal dos suspeitos.

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