Na quarta-feira (23), a Prefeitura de Cuiabá iniciou o patrolamento das ruas do bairro Paraisópolis, com previsão de recuperação de aproximadamente 6 quilômetros de vias antes da intensificação do período chuvoso.
O trabalho é realizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e conta, em média, com quatro trabalhadores na execução dos serviços. De acordo com o agente municipal responsável pela fiscalização, Élzio José da Silva Velasco, o bairro possui cerca de 600 residências e população estimada em 1.800 moradores.
Durante as intervenções, as equipes identificaram tubulações de abastecimento de água expostas e pontos de vazamento em algumas ruas. A presença de água preocupa porque pode prejudicar o estado das vias e comprometer o resultado do patrolamento.
O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil, explicou que a prioridade é garantir condições mínimas de circulação para os moradores durante as chuvas.
“A tendência é que, com a chuva, tudo piore. Se não conseguirmos finalizar o patrolamento, as pessoas podem ter dificuldade de acesso, porque a água leva a pista. Nosso trabalho visa garantir a acessibilidade da população”, afirmou.
Segundo o secretário, a Prefeitura também trabalha para levar serviços a outros bairros antes da chegada das chuvas, buscando reduzir os impactos provocados pelas condições das ruas durante o período chuvoso.
As ações fazem parte de um conjunto de medidas anunciadas para Paraisópolis e Silvanópolis. Em uma reunião realizada em agosto com moradores das duas comunidades, o prefeito Abilio Brunini também citou iniciativas relacionadas à iluminação pública e ao abastecimento de água, incluindo tratativas com a concessionária Águas Cuiabá.
Na mesma ocasião, foram apresentados encaminhamentos relacionados à regularização fundiária das comunidades. Entre as medidas estão uma proposta de mudança nos limites da Zona de Interesse Ambiental e a elaboração de um estudo técnico em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O levantamento deverá apontar quais áreas podem ser regularizadas e quais precisam permanecer sob proteção ambiental ou dependerão de outras medidas. A definição sobre a situação de cada local e das famílias que vivem nas áreas dependerá da conclusão da análise técnica.
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