Na quarta-feira (23), Farison Ferreira da Silva, de 35 anos, foi encontrado morto em uma estrada de fazenda às margens da MT-423, entre Sinop e Cláudia. O pintor teria sido assassinado enquanto dormia, e o principal suspeito é um ajudante de 19 anos que trabalhava com a vítima.
Segundo a Polícia Militar, o jovem confessou inicialmente o crime e relatou que decidiu atacar Farison depois de uma discussão entre os dois. Conforme o depoimento, ele teria ficado ressentido após receber uma “bronca” do colega e esperou que a vítima dormisse para cometer o ataque.
A suspeita é de que Farison tenha sido atingido três vezes na cabeça com um extintor de incêndio. Depois do homicídio, o suspeito teria colocado o corpo na Fiat Strada pertencente à própria vítima e seguido até uma estrada de fazenda, onde abandonou o cadáver.
No local, os policiais encontraram o corpo acompanhado de colchão, travesseiro, roupas de cama, toalha e coberta, todos com manchas de sangue. A presença dos objetos levantou a possibilidade de que o assassinato tenha ocorrido em outro endereço e o corpo posteriormente transportado.
O perito Carlos Siqueira, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), explicou ao site Só Notícias que a avaliação inicial encontrou um ferimento extenso na cabeça.
“Na análise do corpo, deu para ver que tinha um ferimento cortocontuso na cabeça, extenso, condizente com uma pancada, e chamou atenção no local de estar junto com um colchão, roupa de cama, uma toalha, uma coberta, todas embebidas em sangue”, explicou.
A equipe da perícia também esteve em uma empresa onde Farison trabalhava em um serviço de pintura. O proprietário informou que o profissional pretendia permanecer no estabelecimento durante a noite.
“Então esses itens encontrados no local seriam coisas que ele estaria utilizando para dormir. O proprietário da empresa disse que ele estaria fazendo um serviço na oficina e queria pernoitar dentro da oficina”, acrescentou Siqueira.

As investigações avançaram após os policiais localizarem o veículo da vítima e analisarem imagens de câmeras de segurança. Com as informações obtidas, a equipe conseguiu chegar ao possível paradeiro do suspeito, que acabou localizado em um hotel.
Em seu primeiro relato às autoridades, o jovem afirmou que atuava como ajudante de Farison em trabalhos de pintura. Ele contou que os dois haviam discutido depois que a vítima teria dado uma bronca e gritado com ele.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado às autoridades competentes. A DHPP de Sinop continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do assassinato e as circunstâncias que antecederam o crime.
Farison residia em Cláudia, a aproximadamente 90 quilômetros de Sinop. O corpo foi levado para a Politec, onde será submetido aos exames de necropsia.
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