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Nesta semana, o Projeto de Lei nº 896/2023 foi aprovado por unanimidade no Senado Federal e agora segue para análise da Câmara dos Deputados. A proposta prevê a equiparação da misoginia ao crime de racismo, com penas de 2 a 5 anos de prisão para condutas que envolvam ódio ou discriminação contra mulheres.
Apesar da aprovação sem resistência no Senado, o texto chega à Câmara cercado de questionamentos e críticas, principalmente de parlamentares da oposição e setores conservadores. Entre os principais pontos levantados está o risco de interpretação ampla da definição de misoginia, o que, segundo críticos, poderia abrir margem para restrições à liberdade de expressão.
O deputado Nikolas Ferreira já sinalizou que pretende atuar contra a proposta, classificando o projeto como inadequado e alertando para possíveis impactos sobre manifestações de opinião. A deputada Júlia Zanatta também criticou o texto, apontando falta de clareza na tipificação do crime e risco de decisões subjetivas.
Outras críticas recorrentes indicam que a medida poderia ser usada de forma política ou ideológica, especialmente em ambientes como as redes sociais, ampliando o debate sobre limites entre combate ao discurso de ódio e liberdade de expressão.
Por outro lado, defensores da proposta argumentam que o projeto é fundamental para enfrentar a violência de gênero e coibir práticas discriminatórias contra mulheres, reforçando mecanismos legais de proteção.
O texto ainda será discutido pelos deputados federais e pode passar por alterações antes de uma eventual aprovação final.
Misoginia? Saiba a verdade do que foi aprovado. pic.twitter.com/mWWhpNZjMi
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 25, 2026
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