Na quinta-feira (29), durante as ações de conscientização pelo Dia Mundial de Combate ao AVC, a Prefeitura de Cuiabá divulgou o balanço de atendimentos realizados pelo programa SOS AVC no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Entre 2025 e 2026, foram contabilizados 912 atendimentos, reforçando a atuação da unidade no tratamento de pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral.
De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), 523 pacientes foram atendidos em 2025, enquanto outros 389 registros foram contabilizados em 2026. Desde a implantação do programa, em 2019, o total chegou a 3.460 atendimentos.
A estrutura do SOS AVC conta com mais de 100 profissionais, entre médicos de diferentes especialidades, enfermeiros, técnicos de enfermagem e integrantes das equipes multiprofissionais responsáveis pelo diagnóstico, tratamento e suporte assistencial.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, ressaltou que a rapidez na identificação dos sintomas e no início do atendimento é determinante para o tratamento dos pacientes.
“O AVC é uma emergência em que cada minuto faz diferença. Por isso, precisamos de uma rede preparada para reconhecer os sintomas e garantir que o paciente receba atendimento especializado o mais rápido possível. O trabalho realizado no HMC é fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento e reduzir o risco de sequelas”, afirmou.
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, também destacou a atuação conjunta dos profissionais e a importância da estrutura especializada para garantir assistência aos pacientes.
Segundo ela, o trabalho integrado das equipes permite agilizar os procedimentos e manter o hospital preparado para receber casos que exigem atendimento imediato.
Rede de urgência também participa do atendimento
O protocolo SOS AVC começa a ser aplicado ainda na rede municipal de urgência e emergência. Entre janeiro e outubro de 2026, as unidades informaram registros de casos suspeitos, internações e atendimentos dentro e fora da janela do protocolo.
Nas UPAs Pascoal Ramos, Morada do Ouro, Verdão e Pedra 90, foram contabilizados 94 casos suspeitos de AVC na entrada, além de 241 pacientes internados fora da janela do protocolo e outros 94 registros dentro desse período.
Na UPA Pascoal Ramos, os dados apontaram 40 casos suspeitos na chegada dos pacientes, 99 internações fora da janela e 15 registros dentro do período previsto. Já na unidade Morada do Ouro, foram 47 casos suspeitos, 86 internações fora da janela e 28 registros dentro da janela.
A UPA Verdão apresentou 38 casos suspeitos, 45 internações fora da janela e 49 registros dentro do protocolo. Na Pedra 90, foram identificados seis casos suspeitos, 11 internações fora da janela e dois registros dentro do período.
A UPA Leblon possui classificação específica nos dados apresentados. Entre junho e outubro de 2026, a unidade registrou 96 internações com hipótese de AVC e 16 ocorrências de SOS AVC durante transportes.
Outro reforço na estrutura de atendimento ocorreu em outubro de 2025, quando o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) passou a integrar a rede pré-hospitalar do programa. A participação permite iniciar os procedimentos de assistência durante o deslocamento, contribuindo para acelerar a chegada dos pacientes ao HMC.
Identificação dos sintomas é fundamental
O Acidente Vascular Cerebral acontece quando o fornecimento de sangue para determinada região do cérebro é interrompido ou quando ocorre o rompimento de um vaso sanguíneo cerebral. O diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento são fundamentais para diminuir os danos neurológicos e as possibilidades de sequelas.
Entre os principais sinais de alerta estão dificuldade para falar ou compreender, alteração na simetria do rosto, fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo, perda repentina da visão, problemas de equilíbrio e dor de cabeça súbita e intensa.
Diante de qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar atendimento de emergência imediatamente, acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192. A orientação é não esperar que os sinais desapareçam espontaneamente, já que o tempo de resposta pode fazer diferença no tratamento e na recuperação do paciente.
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