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Nesta sexta-feira (3), o projeto Bom de Bola, Bom de Escola realizou o lançamento oficial das atividades no miniestádio do bairro Pedregal, em Cuiabá, reunindo alunos, familiares, professores e coordenadores. Durante o encontro, foram apresentados o funcionamento das aulas, as regras de participação e a equipe responsável pelo acompanhamento dos cerca de 600 alunos-atletas atendidos pela iniciativa.
O programa está presente em quatro polos da capital: Pedregal, Pedra 90, CPA IV e Três Barras, com foco na formação esportiva, educacional e social de crianças e adolescentes.
Os treinamentos no polo Pedregal terão início na próxima segunda-feira (6). Conforme a coordenação, os primeiros dias serão destinados à entrega de uniformes, organização das turmas, definição dos horários e conferência dos tamanhos dos materiais esportivos. Também foi informado que, durante o período de férias escolares, não haverá exigência de frequência para os participantes que estiverem viajando ou impossibilitados de comparecer.
Toda a comunicação entre a equipe do projeto e as famílias será feita exclusivamente por grupos de WhatsApp, onde serão divulgados horários, mudanças na programação e demais orientações.
O coordenador de projetos do Instituto Dourado e do Cuiabá Esporte Clube, Roney Schultze, explicou que a proposta utiliza o futebol como ferramenta de inclusão social, desenvolvimento pessoal e incentivo à educação.
“O futebol é uma importante ferramenta para alcançarmos objetivos sociais. Ele promove inclusão, integração e desenvolvimento, além de despertar o interesse das crianças. Nosso foco principal é formar cidadãos, sem deixar de oferecer oportunidades para que talentos sejam identificados e possam seguir carreira no esporte”, afirmou.
Segundo ele, o Instituto Dourado atua como braço social do Cuiabá Esporte Clube, sendo responsável pela execução dos projetos sociais desenvolvidos em parceria com o clube.
Durante a apresentação, Schultze ressaltou que a permanência no programa dependerá do comprometimento dos participantes tanto nos treinos quanto na escola. Entre os critérios estão frequência mínima de 75%, apresentação do boletim escolar e acompanhamento da assiduidade nas aulas.
“O talento é importante, mas a disciplina também. Vamos acompanhar a frequência escolar, o rendimento dos alunos e o comprometimento dentro do projeto. Queremos formar cidadãos e atletas responsáveis”, destacou.
Os alunos receberão uniforme completo, bolas e squeezes, fornecidos por parceiros do projeto. Os materiais permanecerão com os participantes que cumprirem os requisitos de frequência e participação.
Formação além do futebol
O professor Yuri Melo explicou que a metodologia aplicada vai muito além do ensino dos fundamentos esportivos.
“O trabalho começa pelo desenvolvimento socioafetivo e motor dos alunos. Também acompanhamos o desempenho escolar, a frequência e o comportamento, sempre em parceria com as escolas e com as famílias. Nosso objetivo é formar cidadãos disciplinados. O desenvolvimento técnico acontece como consequência desse processo”, afirmou.
De acordo com ele, as categorias mais novas terão prioridade no desenvolvimento psicomotor, enquanto os alunos mais velhos passarão gradativamente pelo aprendizado dos fundamentos técnicos do futebol.
Também integrante da equipe técnica, o ex-jogador profissional Odil Soares destacou a importância da participação das famílias no processo de formação.
“Esperamos construir uma boa parceria entre professores, pais e alunos para contribuir na formação desses jovens. Nosso compromisso é oferecer o melhor trabalho possível durante todo o projeto”, afirmou.
Já o professor Moisés, formado em Educação Física, reforçou que o acompanhamento familiar será decisivo para o crescimento dos participantes.
“Queremos que os pais acompanhem de perto o desenvolvimento dos filhos. Vamos trabalhar com dedicação, respeitando os sonhos de cada criança e incentivando seu crescimento dentro e fora do esporte”, declarou.
Crianças sonham com carreira no futebol
Entre os participantes, o entusiasmo para o início das atividades marcou o lançamento. O estudante Pedro Henrique, que atua como zagueiro, afirmou que pretende aproveitar a oportunidade para conquistar uma vaga nas categorias de base.
“Meu sonho é entrar em um clube de base. Vou continuar estudando e treinando para isso”, disse.
O aluno Enzo Gabriel destacou que espera evoluir durante os treinamentos.
“Quero jogar bola e melhorar”, resumiu.
Já Davi Armando, de nove anos, revelou que sonha em atuar profissionalmente no futebol europeu.
“Quero crescer no futebol e um dia jogar na Europa. Acho que o projeto pode me ajudar porque tem professores bons e disciplina”, afirmou.
Famílias aprovam a iniciativa
A servidora pública Edileide Vânia de Almeida Santos, mãe de um dos participantes, acredita que o projeto representa uma oportunidade importante para o futuro das crianças.
“A expectativa é muito grande. Esperamos que daqui saiam jovens com um futuro melhor e que o projeto ajude a desenvolver o potencial deles”, afirmou.
A diarista Ivonete Pereira de Lima, avó de um dos alunos, também demonstrou confiança na iniciativa.
“Ele sonha em ser jogador de futebol, e nós acreditamos que essas oportunidades podem abrir caminhos para o futuro dele”, comentou.
Esporte como instrumento de inclusão
Durante o lançamento, a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou o papel do esporte na prevenção da vulnerabilidade social.
“O esporte ajuda a afastar crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade e incentiva a permanência na escola. O próprio nome do projeto reforça essa proposta: ser bom de bola, mas também ser bom de escola. Nosso objetivo é contribuir para a formação de cidadãos preparados para o futuro”, ressaltou.
O evento realizado no Pedregal foi o terceiro lançamento do projeto. A programação será encerrada neste sábado (4), às 9h, com a apresentação oficial das atividades no polo do bairro Três Barras.
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