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Nesta segunda-feira (23), novas informações da Operação Conluio Pantaneiro apontaram que uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas na fronteira utilizava empresas de fachada para lavar milhões de reais provenientes da atividade ilícita.
De acordo com a delegada Bruna Laet, os investigados recorriam a empresas “fantasmas” e a pessoas sem capacidade financeira para movimentar grandes quantias, dificultando o rastreamento do dinheiro.
As apurações revelaram que o grupo realizava diversas transações financeiras com o objetivo de ocultar a origem dos valores, utilizando inclusive empresas que não existiam formalmente ou funcionavam apenas como fachada.
Uma das principais empresas usadas pelo esquema em Mato Grosso atuava no ramo de instalação e manutenção de ar-condicionado, localizada em Cáceres. O proprietário, de 43 anos, foi preso e, somente em 2023, teria movimentado mais de R$ 4,8 milhões entre contas pessoais e empresariais.
Além disso, a quadrilha também recebia repasses de duas empresas laranjas sediadas em São Paulo, supostamente ligadas à área de consultoria administrativa. Um homem de 55 anos, apontado como responsável por essas empresas, foi preso em Taubaté (SP).
As investigações identificaram ainda o uso de empresas de diversos segmentos, como sorveteria, transporte de carga, construção civil, salão de beleza e distribuição de bebidas, todas utilizadas para dar aparência legal ao dinheiro do tráfico.
Segundo a Polícia Civil, entre junho e agosto de 2023, o grupo — formado por cerca de 20 pessoas — recebeu ao menos seis carregamentos de drogas, somando aproximadamente 2,7 toneladas de pasta base de cocaína. No período, a movimentação financeira chegou a cerca de R$ 54 milhões.
A delegada destacou que a organização tinha estrutura bem definida e divisão de funções, atuando de forma coordenada para ampliar os lucros com o tráfico e a lavagem de dinheiro.
Durante a operação, deflagrada na última sexta-feira (20), foram cumpridos 10 mandados de prisão, além de quatro prisões em flagrante. Também foram apreendidos armas de fogo, veículos, caminhões, relógios, eletrônicos e dinheiro em espécie.
As investigações continuam e a Polícia Civil não descarta novas fases da operação, com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar o detalhamento do esquema criminoso.
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