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Brunini e Daniel Monteiro trocam farpas em meio a crise na Educação de Cuiabá

Brunini e Daniel Monteiro trocam farpas em meio a crise na Educação de Cuiabá

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A já tensa relação entre o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e a categoria da Educação municipal ganhou novos contornos nesta quinta-feira (17), com um embate direto entre o gestor e o vereador Daniel Monteiro (Republicanos), presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal. O motivo do confronto: críticas à condução da Secretaria Municipal de Educação e a polêmica sobre o pagamento do terço de férias dos profissionais da rede pública.

Abilio alfineta, Daniel responde à altura

Durante coletiva, Brunini disparou contra Daniel por ter se recusado a assumir a Secretaria de Educação quando foi convidado, mas continuar opinando sobre as decisões da pasta. “Fugiu da responsabilidade e agora quer dar palpite”, afirmou o prefeito. O comentário foi motivado após Daniel criticar o projeto do Executivo que tentava alterar o cálculo do terço de férias com base nos 45 dias de recesso escolar, medida considerada inconstitucional por juristas e amplamente rejeitada pela categoria.

A proposta acabou sendo retirada de pauta após pressão de professores e vereadores.

Monteiro não deixou barato. Disse que, se estivesse na chefia da pasta, teria deixado o cargo imediatamente diante das propostas de Brunini. “Imagina aceitar uma lei dessa? Não duraria um mês no cargo”, alfinetou o vereador, que ainda destacou: “É mais fácil disputar a Prefeitura para resolver de verdade, do que ficar repassando a culpa para outros.”

Críticas aos professores e à qualidade do ensino

O atrito ocorre em meio à deterioração da relação entre a gestão municipal e os trabalhadores da educação. Brunini tem feito críticas públicas ao desempenho das escolas, afirmando que Cuiabá ocupa posições baixas no ranking nacional e que os professores pedem muito reajuste, mas não entregam resultados à altura. Ele também defende a ampliação de parcerias com a iniciativa privada como forma de cortar gastos e elevar a qualidade do ensino.

A fala sobre a possibilidade de terceirizar o ensino público e revisar o pagamento do terço de férias, inclusive, acendeu o sinal de alerta entre os servidores, que acusam o prefeito de tentar desmontar direitos históricos da categoria.

Clima político esquenta

A troca de farpas entre prefeito e vereador expõe uma crise política dentro da própria base aliada e revela o desgaste do governo Brunini com setores essenciais da gestão. Com mais de R$ 1 bilhão investido por ano na educação, o prefeito promete mudanças radicais, mas enfrenta resistência crescente de professores, sindicatos e parlamentares.

O debate sobre o futuro da Educação em Cuiabá, ao que tudo indica, está longe de esfriar.

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