Nesta quarta-feira (2), o deputado federal e candidato ao Senado Zé Medeiros (PL) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão do ministro Alexandre de Moraes após a divulgação de mensagens atribuídas ao magistrado e ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo Medeiros, nas conversas divulgadas, Vorcaro teria questionado Moraes sobre o risco de ser preso e sobre a possibilidade de deixar o Brasil. Diante do conteúdo, o parlamentar fez uma comparação com o episódio envolvendo o ex-senador Delcídio do Amaral, preso em 2015 durante a Operação Lava Jato.
Medeiros afirmou que estava no Senado quando veio à tona uma gravação de Delcídio conversando sobre uma possível fuga do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que havia se tornado alvo das investigações e poderia firmar acordo de delação.
Na avaliação do deputado, o mesmo entendimento aplicado contra Delcídio deveria ser considerado diante das mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro.
“Eu estava no Senado quando o então Delcídio do Amaral conversou e tinha o áudio dele conversando com Cerveró a respeito de uma possível fuga do Cerveró. O STF mandou prender o Delcídio do Amaral e ele foi preso”, afirmou Medeiros.
Em seguida, o parlamentar direcionou o pedido a André Mendonça e defendeu que Moraes seja preso caso o critério adotado no caso Delcídio seja mantido.
“Agora acabamos de saber que o ministro Alexandre de Moraes tinha uma conversa similar com o Vorcaro. Então eu venho aqui encarecidamente pedir ao ministro André Mendonça: o senhor precisa prender Alexandre de Moraes. Pau que bate em Chico tem que bater em Alexandre também”, declarou.
Medeiros também criticou o que considera uma possível diferença de tratamento dentro do STF e cobrou que situações semelhantes sejam analisadas com os mesmos critérios, independentemente das pessoas envolvidas.
“Não pode existir dois pesos e duas medidas. Se o STF prendeu Delcídio por uma conversa sobre fuga, precisa ter coragem para aplicar o mesmo entendimento quando a conversa envolve um ministro da própria Corte”, afirmou.
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