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Operação “Fracta” mira facção criminosa e cumpre 24 ordens judiciais em MT e no Acre

Operação “Fracta” mira facção criminosa e cumpre 24 ordens judiciais em MT e no Acre

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Nesta terça-feira (28,4), a Polícia Civil deflagrou a Operação Fracta com o objetivo de combater uma facção criminosa envolvida em execuções, planejamento de homicídios e disputa territorial no município de Peixoto de Azevedo e região.

Ao todo, estão sendo cumpridas 24 ordens judiciais, sendo 16 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, expedidas pela Segunda Vara da Comarca local.

As ações ocorrem simultaneamente em Peixoto de Azevedo, Alto Garças, Várzea Grande e Rio Branco (AC), com atuação de policiais da delegacia do município, além do apoio das regionais de Alta Floresta e Sinop e da Polícia Civil do Acre.

As investigações apontaram a existência de uma estrutura organizada dentro da facção, responsável por levantar informações de possíveis alvos da organização rival. Entre os dados coletados estavam endereços, fotografias e identificação das vítimas, além da obtenção de veículos e armamentos para execução dos crimes.

Após esse levantamento, as informações eram repassadas a outros integrantes, conhecidos como “mercenários”, encarregados de executar os homicídios.

Os investigados têm ligação com duas tentativas de homicídio registradas em maio e junho de 2025, que tiveram como vítimas dois jovens, de 19 e 20 anos, ambos supostamente ligados a uma facção rival. Eles foram atingidos por disparos de arma de fogo.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Thiago Barros, a operação busca desarticular o grupo criminoso, promovendo a prisão dos envolvidos e a apreensão de materiais ilícitos, com foco em restabelecer a segurança na região.

“A operação representa mais um importante passo no fortalecimento da segurança pública no interior do estado, reafirmando o compromisso da instituição no combate qualificado às facções criminosas”, destacou o delegado.

O nome “Fracta”, de origem latina, significa “quebrada” e faz referência à intenção de interromper a atuação contínua do grupo, que utilizava a expressão “engrenagem não para” para simbolizar a sequência de crimes.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o estado.

Além disso, a ofensiva faz parte da Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp e da Diopi, que promove integração entre as Polícias Civis do país para ações mais eficientes contra o crime organizado.

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